VIDA QUOTIDIANA DAS MONJAS NO MOSTEIRO MEDIEVAL

>> terça-feira, 17 de novembro de 2015

Lorvão sob as Abadessas Perpétuas 1211 - 1538

Este livro será publicado em PDF neste blogue dentro de duas ou três semanas. Terá os seguintes capítulos:

Introdução
I - Expulsão dos monges negros de Lorvão        
II - As primeiras monjas em Lorvão
III - A Rainha, o Papa e o Bispo
IV - O Mosteiro
V - Instituição aristocrática
VI - As Abadessas
VII- Horas, Oficinas. Oficiais
VIII - Pão, Peixe, Vinho
IX - Colher os Frutos
X - Grande Proprietária
XI - Direitos e Privilégios
XII - A Gente de Fora
XIII - O Scriptorium
XIV - O Mundo no Mosteiro
XV - Livros iluminados e outros
XVI - Introdução da Doçaria
XVII - A Visitação
XVIII - O Abade de Claraval em Portugal
XIX - D.Filipa d’Eça, Abadessa Eleita, D,João III e o Papa
Bibliografia

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>> segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sonhos
Não acredito que os sonhos tenham significado especial, que sejam indicadores de futuro acontecimento. Não creio que sejam sintomáticos da nossa personalidade, mas penso que o mesmo conjunto de imagens vistas por duas pessoas não produz em estes sonhos idênticos. Sonhos são mais um dos insondáveis mistérios do cérebro humano. Não guarda a memória de um sonho por mais de minutos. Há dias, porém, para meu espanto, tive um sonho que pretendo guardar.

Em sonho estava com uma prima em uma rua ladeada de casas sem janelas; queríamos um táxi, a prima sentou-se na beira do passeio enquanto eu fui procurar o táxi. Percorri ruas, tal como a primeira ladeadas de casas sem janelas, sem gente, sem carros, parecendo não levarem a lado nenhum. Vejo em uma rua, à minha esquerda, o pórtico de uma igreja. Entro. Os bancos estavam vazios. Dirigi-me para o altar. Notei que, junto das paredes laterais, como que a elas encostadas, havia esculturas escuras. Tem graça, pensei, são em barro. Cheguei perto do altar e parei. Frente ao altar, onde um padre rezava missa, estava uma fila de homens, uns oito ou dez, pensei. Vestiam de burel e, às costas, traziam escudos triangulares com armas pintadas. Um dos homens voltou por momentos a cabeça para ver quem ali estava. Notei que tinha cabelo loiro. Saí, voltei para junto da minha prima que continuava sentada no passeio. Acordei.

Com ruas desertas sonho muitas vezes. São as ruas que a vista alcança da minha casa, onde sucede não se ver vivalma. A igreja não espanta. Sempre gostei de entrar em igreja deserta. Às figuras de barro encontro explicação. Ouvira há dias falar da argila que se encontra na praia da Parede. Aos monges de escudo às costas não encontrava explicação. Estudei a vida monástica feminina, não me ocupei de ordens de monges e menos de ordens militares como indicavam os escudos. Penso ter agora encontrado a explicação, e acho graça. O Mundial. Notei nessa ocasião que os jogadores tinham o seu nome e um número na camisola, decidira até questionar um sobrinho sobre essa particularidade. E aí está. O meu cérebro, por razões e de formas inexplicáveis, ligou em sonho imagens que recentemente lhe tinham sido transmitidas, e delas: de ruas, argila, igrejas, e jogadores de futebol, formara quadros.


Se fosse um mecenas da Renascença encomendava ao meu pintor que me pintasse dois quadros, um de ruas de paredes altas sem janelas, outro de figuras de monges em igreja deserta.

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>> segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Bancos e Futebol

Bancos De Cem em Cem anos

A 13 de Junho de 1910, em uma das cartas que ela semanalmente escrevia para África a seu a seu filho Francisco, D. Thereza Saldanha da Gama aborda o caso do Banco Predial. Meu querido filho…… Muito me divertiu a Valbom a contar-me que, não há muito tempo, o pateta do Ávila - que ela imita na perfeição, tanto em modos como em pronúncia - participara-lhe que podia "dar muito boas notícias dos seus haveres no Crédito Predial. Lá estão na prateleira, viu?" Não viu, nem fez coisa nenhuma…….As reuniões de obrigacionistas e accionistas não podem dar resultado, é preciso nomear uma comissão de peritos que, juntamente com os corpos gerentes, que devem dar informações, escolher o melhor modo de se não afundar de todo a companhia. Dia 14...........Ouvi também, que a Maria Emília Seabra (mulher de José Luciano de Castro) está muito comprometida no Banco com negociatas, e que alguns progressistas têm tido com ela grandes questões. . Será verdade? …..Abraço-te como mãe e maior amiga Thereza

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Futebol. Jogadores inteligentes

 Sou absoluta leiga em matéria de futebol. Mas não posso ignorar totalmente um factor dominante da sociedade moderna. Nunca vi um jogo de Clubes., mas quando há jogos de selecções gosto de ouvir as críticas, os comentários dos entendidos. Numa entrevista ao seleccionador da equipe alemã para o Mundial deste ano, perguntado o entrevistador a Joachim Loeb, que tipo de jogadores queria para a Mannschaft, o treinador respondeu que queria jogadores com estas e aquelas qualidades físicas e desportivas, e, frisou, que queria jogadores inteligentes. A uma leiga a coisa pareceu óbvia. O entrevistador estranhou contudo, aprofundou, percebeu, concordou. Joachim Loeb manteve a sua ideia, e, como se constatou, os seus jogadores jogavam com os pés e a cabeça.

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Cartas do Século XIX

>> segunda-feira, 3 de março de 2014

São cartas do século XIX de uma mãe e suas filhas que se escrevem na ausência. Ser do século XIX pode não ser importante, mas é, porque foi no século XIN que se tornou corrente a troca de cartas entre particulares. Não é que as pessoas não se escrevessem, mas o transporte era moroso e havia uma agravante: era o destinatário quem pagava o porte. Só assim havia garantia que a carta fosse entregue. Isto mudou no século XIX com a máquina a vapor, construíram-se linhas de caminho-de-ferro, os comboios ligaram a cidades da Europa, houve mais espaço para mercadoria, portanto também para correio. Os governos descobriram uma fonte de receita, tomou conta do transporte de correio, era a ele que o autor da carta pagava. Em 1843 há o primeiro selo postal português. Cada um podia escrever sem pensar que estava a sobrecarregar um outro, podia escrever coisas importantes e baboseiras. Era ele quem pagava. Nascera a comunicação social. A coisa teve durante bastante tempo ar de novidade, e ainda nos anos cinquenta do século XIX o conde da Ponte recomendava às filhas que guardassem as cartas, que um dia haveriam de gostar de as reler. Elas obedeceram, e é assim que se explica que, à sua morte com 86 anos, Theresa Saldanha da Gama, a filha mais velha dos condes da Ponte, deixasse um baú com centena de cartas. O facto de serem antigas, não faz as cartas automaticamente interessantes ou divertidas. Quando, anos de pois da morte de Teresa Saldanha da Gama, me prontifiquei a catalogar aquela correspondência verifiquei isso mesmo, havia cartas com algum valor histórica, outras, interessantes, mas sem valor individual, e a maioria valendo unicamente naquele contexto. Notei, no entanto, e penso que qualquer outro que mexesse naquilo, o notaria, que havia umas cartas que sobressaíam naquele conjunto, pelo conteúdo e pela forma, eram aquelas que Theresa recebera de sua mãe, a condessa da Ponte, e de suas irmãs. A essas cartas decidi copiar, sabendo que, uma vez entradas no arquivo, ao qual estavam destinadas, elas desaparecem dos olhos do mundo. Tinha uma vaga ideia de publicação, partilhada por um dos meus tios. Foi sempre uma coisa vaga, e nada que passasse do meio estritamente familiar. Entretanto fui copiando outras cartas da mesma proveniência, e o volume delas é hoje grande. Este volume contém parte daquelas cartas que foram escritas entre 1834 e 1886.

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Sobre este blogue

Libri.librorum pretende ser um blogue de leitura e de escrita, de leitores e escritores. Um blogue de temas literários, não de crítica literaria. De uma leitora e escritora

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