>> quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bibliografia
Não sei quando se iniciou, se tornou hábito e, por fim, obrigatório, citar no fim de um livro de história, as obras que se haviam consultado. Hoje a coisa existe, e não se concebe como possa não ter existido.
Creio ter escrito uma vez, que, por princípio, não procurava orientação alheia para a minha escrita. É verdade. Mal ou bem, preferi sempre a independência. Teimosamente só, livre de idear à minha maneira.
Em matéria de bibliografia e de fontes as coisas foram ligeiramente diferentes. Não senti a necessidade de consulta, mas aceitei com gratidão as sugestões que me fizessem. A uma dessas sugestões devo a explicação de um problema e a visão totalmente nova de certo aspecto do assunto do livro que planeava.
Estava na livraria Histórica Ultramarina, e em conversa com José Maria Almarjão, contei-lhe que pensava escrever sobre a vida das monjas medievais em Portugal, e que em português pouco encontrava sobre o assunto. O Dr. Berckmaier colaborador alemão do livreiro, entrou naquele momento, ouviu o que eu disse, pegou num papel, escreveu qualquer coisa, estendeu-me o papel, e disse: -leia este livro. Li o livro. Era em alemão e tratava de movimentos religiosos femininos na Idade Média. A leitura abriu-me os olhos. Percebi como se explicava que, no século XIII, tantos mosteiros de homens tivessem passado a ser mosteiros de mulheres. A transformação do grande mosteiro de monges de Santa Maria de Lorvão em mosteiro de mulheres, , conseguida não sem luta, note-se, explicava-se. Explicava-se a instalação de celas de mulheres religiosas em Alenquer.
As filhas de D. Sancho I, D. Joana, apoiando as mulheres francas de Alenquer que queriam viver a vida religiosa em celas individuais, D.Teresa, que instalou monjas em Lorvão, D. Mafalda, que tomou conta de Arouca, foram, quase com certeza, adeptas do papei activo da mulher em matéria de religião, e representantes em Portugal do feminismo religioso, que se espalhara pela Europa.
O primeiro capítulo daquele meu livro (ainda por publicar) foi escrito tendo em conta as novas perspectivas que um livro aconselhado por um conhecedor, me tinham aberto.
Independente na escrita, sim, mas em matéria de bibliografia e de fontes aberta a todas as sugestões.

1 comentários:

Paula Baiadori 7 de abril de 2010 às 20:18  

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